Avaliação:

aprendizagem sim; castigo não


  
 

 Uma WebQuest para Professores

 Elaborada por:
 Wanilene Bastos (wanilene@directnet) e Valéria Furtado (valfurtado@hotmail.com)

 

 

 

 

 

 

Introdução 

Quem faz da avaliação uma arma, acaba se machucando. Utilize esta Webquest para descobrir formas mais construtivas de utilizar este precioso instrumento em sua sala de aula.

Controle, medo, castigo: em muitas escolas, avaliação só lembra isso. Quando professores e alunos entram neste clima, todos saem perdendo. Afinal, a avaliação existe para ajudar quem ensina e quem aprende a refletir sobre o seu desempenho e aperfeiçoá-lo cada vez mais.

 

 

 


 


A Tarefa  

 

Elaborar e apresentar um processo de avaliação.

 

Obs.: A apresentação deverá ter a duração de 15 minutos.

 

 

 

 

 


 

 


O Processo 

Siga os passos abaixo para realizar a sua tarefa:

 

1- Ler o texto "Processo de Avaliação".

2- Dividir a turma em três grupos.

3- Cada grupo deverá elaborar um processo de avaliação, com o mínimo de dois instrumentos e de acordo com o cenário proposto.

 

Grupo1

Cenário

Hoje é o seu primeiro dia de aula na turma e sua aula será sobre o Descobrimento do Brasil.

 

Observação: Considerando que deverá haver avaliação a cada aula

 

Grupo 2

Cenário

Você acabou de realizar uma prova sobre coleta seletiva e todos os seus alunos foram muito bem. Entretanto apesar da escola em que você ministra suas aulas possuir coleta seletiva, você observa alunos jogando lixo em lugares errados.

 

 

Grupo 3

Cenário

Você é professor de informática básica e seus alunos estão falando, animados, participando da aula com alguma vontade (com algumas exceções). Porém são sempre os mesmos que respondem as perguntas e tomam a frente. Quando são propostas atividades em dupla ou grupo a sala toda fica com O ou B. Mas será que todos eles têm conhecimento do conteúdo ministrado?

 

3- Apresente o processo de avaliação elaborado pelo seu grupo (de acordo com o cenário).

 

 

 


 

Recursos 

GRUPO 1

http://revistaescola.abril.com.br/grandes_temas/avaliacao/avaliacao.shtml 

http://www.educacional.com.br/entrevistas/entrevista0112.asp 

http://www.educacional.com.br/pais/glossario_pedagogico/avaliacao.asp

GRUPO 2 

http://www.educacional.com.br/articulistas/outrosEducacao_lista.asp?artigo=artigo0027 

http://www.ced.ufsc.br/pedagogia/textos/mono2.html 

http://www.eduline.com.br/amae/ldb.htm

 GRUPO 3

http://www.bve.inep.gov.br/ac_rap.asp?cat=16&nome=Avaliação%20da%20Educação%20Básica

 http://www.multirio.rj.gov.br/cime/avalme.html

 http://novaescola.abril.com.br/index.htm

 


 

 


Avaliação  

FASE 1 - Avalie a apresentação do seu grupo

 

FATORES

APRENDIZ

2

PROFISSIONAL

3

MESTRE

4

CLAREZA e OBJETIVIDADE

Falta clareza e objetividade 

 

Não houve seqüência lógica na apresentação (início, meio e fim)

Há clareza e objetividade

 

A seqüência lógica da apresentação (início, meio e fim) não ficou muito clara

Há clareza e objetividade

 

Houve seqüência lógica na apresentação (início, meio e fim)

CRIATIVIDADE

Não há traços de criatividade Há pelo menos algum item criativo Apresentação bastante criativa

TEMPO

Não houve cumprimento do tempo Não houve cumprimento do tempo Houve cumprimento do tempo

FASE 2 - Avalie o processo de avaliação elaborado pelo seu grupo

 

FATORES

APRENDIZ

2

PROFISSIONAL

3

MESTRE

4

CLAREZA e OBJETIVIDADE

Falta clareza e objetividade do processo

Os critérios de avaliação não estão claros para os alunos

Há clareza e objetividade

Os critérios de avaliação não estão claros para os alunos

Há clareza e objetividade

Os critérios de avaliação estão claros para os alunos

INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO

Foi utilizado apenas um instrumento de avaliação Foram utilizados pelo menos dois instrumentos de avaliação Foram utilizados pelo três ou mais instrumentos de avaliação

IDENTIFICAÇÃO DO TIPO DE AVALIAÇÃO NECESSÁRIO (CENÁRIO)

Não houve identificação do tipo de avaliação a ser utilizado Houve identificação, porém o(s) instrumento(s) não estavam adequados Houve identificação, e os instrumento(s) utilizados estavam adequados
 

 

 


 

 

 


Conclusão 

O terror da escola, o bonzinho, o profissional: qual será a sua imagem?

Quando se trata de avaliar os alunos, como você age?

Marque com um x as alternativas que mais correspondem ao seus comportamentos e atitudes frente ao desafio da avaliação. Depois, consulte a página ao lado para descobrir que tipo de imagem você projeta.

1-No início do ano, só de olhar para os alunos, você já consegue identificar aqueles que vão e aqueles que não vão passar. ( )

2-Na sua classe você impõe respeito: já avisou que vai reprovar todos os bagunceiros. ( )

3-Para você, avaliar não é só fazer provas, mas acompanhar diariamente o desempenho dos alunos e tomar as providências necessárias para aperfeiçoá-lo. ( )

4-Você faz questão de elaborar provas bem difíceis. Todo mundo sabe que um professor, para ser levado a sério, tem que reprovar pelo menos a metade da classe. ( )

5-Mesmo que o aluno apresente um trabalho ruim, você coloca “muito bem!”  do lado, para não desanimá-lo. ( )

6-Você corrige os cadernos todos os dias. Quando os alunos não conseguem terminar os exercícios a tempo, você escreve no caderno deles: “lição incompleta”. ( )

7-Seus alunos sabem até onde precisam chegar e em que aspectos serão avaliados. ( )

8-Seus alunos não aprenderam nem o mínimo, mas, como você tem pena, vai dar um “empurrãozinho” neles. ( )

9- Os pais dos alunos não reclamam quando você reprova os filhos deles. Você já explicou que, repetindo de ano, eles vão conseguir aprender mais. ( )

10- Ao avaliar seus alunos, você também avalia o seu próprio desempenho como professor. ()

 

Agora veja qual é o seu tipo:

 

1)       O professor é um Terror

 

As afirmações 1, 2, 4 e 9 no teste são típicas dos professores que ainda não descobriram o potencial positivo da avaliação. Ela é percebida como arma para assustar e punir alunos rebeldes. Confiam no seu “olho clínico” e, desde o primeiro dia de aula, acham que já sabem tudo sobre o caráter e as possibilidades dos alunos. Foi um professor assim que considerou o gênio Einstein um fracasso em matemática.

Acreditam nos benefícios da reprovação, considerada um corretivo para os preguiçosos e indisciplinados. Mal sabem eles que uma criança reprovada sente-se anulada e tem menores chances de recuperar-se, pois perde o interesse e a autoconfiança.

 

2)       O professor Bonzinho

 

Quem optou pelas afirmações 5, 6 e 8 no teste não não utiliza a avaliação como instrumento auxiliar da aprendizagem, que leva o aluno a crescer. A correção dos exercícios é um fim em si mesmo, e não um meio de estimular o aluno a superar seus erros e dificuldades. Professores assim exigem o mínimo de seus alunos, não incentivam a autocrítica, a vontade de superar dificuldades e melhorar.

 

3)       Ser profissional é Essencial 

 

Parabéns a quem escolheu as afirmações 3, 7 e 10! Professores assim vêem a avaliação como uma poderosa ferramenta de trabalho, que os auxilia a aperfeiçoar-se profissionalmente ao buscar soluções para os problemas de aprendizagem dos alunos. Eles usam os resultados das avaliações para compreender em que estágio se encontram os alunos e para tomar decisões que os ajudem a avançar no processo de aprendizagem. Estas decisões dizem respeito a ações a serem empreendidas pelo estudante e a mudanças que o professor precisa realizar em sua metodologia de trabalho, tornando-a mais eficaz.

  

 

 

 



Créditos & Referências 

Site

www.novaescola.com.br

Texto

:: prática educativa - textos, artigos e reflexões

Processo de Avaliação

Carolina Blaya

Teste

Chamada a Ação: Construindo o Sucesso da Escola no Nordeste nº 6

Fotos
www.novaescola.com.br

 


Last updated on September 24, 2005.

Based on a template from The WebQuest Page

Tradução provisória : Jarbas Novelino Barato, 2001

Menu flutuante: Carlos Frederico de Souza Castro, 2002.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

:: prática educativa - textos, artigos e reflexões



Processo de Avaliação

Carolina Blaya




Introdução

O temo avaliação deriva da palavra valer, que vem do latim vãlêre, e refere-se a ter valor, ser válido. Conseqüentemente, um processo de avaliação tem por objetivo averiguar o "valor" de determinado indivíduo.

As práticas de avaliação do nosso sistema educacionais constam principalmente os conteúdos das áreas e disciplinas. Aprender é, sem dúvida, dominar conteúdos e também mobilizar esses saberes para o domínio de competências acadêmicas. Porém, aprender/avaliar não se restringe à dimensão cognitiva. Integra, indissociavelmente, conhecimentos, capacidades, comportamentos e atitudes, e ainda constituem objeto de avaliação as áreas curriculares não disciplinares. Para tanto usaremos o termo de "processo de avaliação" como um conjunto de instrumentos capazes de quantificar a avaliação.

A teoria curricular construída nos últimos anos à luz das abordagens construtivistas tem tornado evidente a importância da avaliação como um componente intrínseco do processo curricular. Não é possível dissociar o processo de ensinamento do processo de avaliação. A desarticulação existente entre currículo-avaliação tem sido um problema que contribui para incoerência entre o discurso e as práticas de avaliação adotadas por algumas instituições. Preconiza-se então a utilização de uma variedade de modos e instrumentos de avaliação adequados à diversidade e natureza das aprendizagens que se pretendem promover e que permita apreciar a evolução global dos alunos.

Tipos de avaliações

Existem pelo menos três tipos de avaliação, que combinados de uma forma harmônica e adequada para o grupo de alunos, são capazes de compor o processo de avaliação.

A Avaliação Classificatória/ Somativa , como próprio nome indica, tem como o objetivo representar um sumário, uma apresentação concentrada de resultados obtidos numa situação educativa. Pretende-se traduzir, de uma forma quantificada, a distância em que ficou de uma meta que se arbitrou ser importante atingir. Essa avaliação tem lugar em momentos específicos ao longo de um curso, como por exemplo, no final de um ano letivo.

A Avaliação Formativa é a forma de avaliação em que a preocupação central reside em coletar dados para reorientação do processo de ensino-aprendizagem. Trata-se de uma "bússola orientadora" do processo de ensino-aprendizagem. A avaliação formativa não deve assim exprimir-se através de uma nota, mas sim por meio de comentários.

A Avaliação Diagnóstica tem dois objetivos básicos: identificar as competências do aluno e adequar o aluno num grupo ou nível de aprendizagem. No entanto, os dados fornecidos pela avaliação diagnóstica não devem ser tomados como um "rótulo" que se cola sempre ao aluno, mas sim como um conjunto de indicações a partir do qual o aluno possa conseguir um processo de aprendizagem.

Observa-se que na prática, as formas de avaliação que são adotadas por determinada instituição, constituem indicadores bastante seguros da filosofia que orienta o processo de ensino-aprendizagem dessa instituição. Aquelas que privilegiam práticas de avaliação somativa, são as instituições que pretendem discriminar a aquisição por parte dos alunos, daqueles objetivos necessários a atingir. Baseia-se na premissa de uma escola meritocrática, isto é, oferecendo-se a todos o mesmo ensino, logicamente sobreviverão e obterão melhores resultados aqueles que tiverem mais mérito, forem "mais dotados", mais esforçados. A responsabilidade do seu fracasso ou êxito é do próprio aluno, considerando que é missão da escola, além de ensinar, selecionar os mais aptos. Nesse modelo não se questiona a existência de currículo, metodologias ou relação pedagógica poder ser mais ou menos adequada àquele determinado aluno. Se a escola, instituição ou professores admitem a possibilidade de que lhes cabe uma quota de responsabilidade nos resultados obtidos pelos alunos, então o modo como se orienta o processo educativo e a avaliação adquire outros significados. Dessa forma, se recorre à avaliação formativa com o intuito de fornecer ao professor e ao aluno pistas para melhorar a atuação de qualquer um deles. Ainda, utiliza-se escala de graduação menos ampla, menos discriminatória, como por exemplo, por conceitos, e incentivam os professores para contribuir com o sucesso de todos os alunos e o desenvolvimento de suas possíveis competências.

Instrumentos de avaliação

Existem diversos recursos disponíveis para agregar o processo de avaliação. Idealmente, esse processo deve ser composto por mais de um desses instrumentos. Dentre os instrumentos disponíveis, salienta-se os seguintes:
Pré-teste;
Auto-avaliação;
Observação;
Relatório;
Prova;
Questionário;
Acompanhamento;
Discussão em grupo;
Avaliação pelo tutor;
Estudos de caso (análise de estudos de casos médicos com o objetivo de identificar como o aluno responde à avaliação);
Fichas de avaliação de problemas (trabalhar com modelos de fichas de avaliação), etc.


A utilização dos instrumentos deve ser adequada ao contexto em que o professor se encontra. Por exemplo, aulas com muitos alunos inviabilizam a avaliação por observação ou acompanhamento, enquanto que disciplinas práticas possibilitam esses instrumentos de avaliação.

Bibliografias

Abrantes, P.; Afonso, L.; Peralta, M.H.; Cortesão, L.; Leite, C.; Pacheco, J.A.; Fernandes, M.;Santos,L. Reorganização Curricular do Ensino Básico: Avaliação das Aprendizagens. Ministério da Educação, Lisboa, 2002.
Zabala, A. A prática Educativa: como ensinar. Artmed: Porto Alegre, 1998.

 

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